domingo, 28 de abril de 2013


Questões???





     Esta semana vivenciei algumas situações que me levaram a pensar sobre a nossa sociedade, como ela está estruturada, e como nossas ações podem influenciar para amenizar ou aumentar os conflitos. Surpreendi-me questionando sobre a eficácia das leis, a questão da liberdade, da necessidade. A minha grande questão no momento é: se o ser humano em algum momento lá no passado chegou à conclusão que para reduzir a área de conflito e diminuir o medo era necessário limitar a liberdade e o instrumento para tal seriam as  leis e que todos deveriam obedecer  então  porque nos dias atuais tenho a sensação que as leis estatuídas são fonte de conflitos, geram insegurança, e o medo é presença constante; e a liberdade será que ela ainda existe ou é uma utopia, vejo que a cada dia que passa a necessidade de proteção, de segurança (no sentido amplo) nos leva a abrir mão do nosso direito à liberdade quero dizer do que restou, porque lá no passado a espécie humana já tinha abdicado de boa parte da liberdade em prol de um viver “bem”. 

domingo, 14 de abril de 2013

SOMOS O RESULTADO DE NOSSAS ESCOLHAS




           
          Gosto muito do poema de Fernando Pessoa que diz:

Se em certa altura
Tivesse voltado para a esquerda em vez de para a direita;
Se em certo momento
Tivesse dito sim em vez de não, ou não em vez de sim,
Se em certa conversa
Tivesse dito frases que só agora, no meio-sono, elaboro
Seria outro hoje, e talvez o universo inteiro
Seria indiscutivelmente levado a ser outro também

      Este poema no meu entender é perfeito para ilustrar o quanto é difícil escolher, e o escolher está presente em nossa existência é ele que dá o sentido da vida porque as ações realizadas são oriundas das escolhas.
O filósofo existencialista Sartre afirma: “ (...) antes de alguém viver, a vida, em si mesma  não é nada; é quem vive que deve dar-lhe um sentido; e o valor nada mais é do que esse sentido escolhido. Por constatar-se, assim que é possível criar uma comunidade humana”.

           


           

       


          

domingo, 7 de abril de 2013


QUE BOM É VIVER

 

                        Existir é muito bom, como é bom se perceber vivo todas manhãs, ao abrir os olhos perceber o sol dizendo bom dia, às vezes a chuva é quem se apresenta para saudar, o sol é bom, a chuva é boa, existir é bom, desconheço algo tão prazeroso quanto estar vivo.  Estar vivo é bom porque a vida é boa por si mesma.
            Gosto muito da forma como Montaigne, se posiciona quanta vida “é deliciosa por si mesma, e acima dos inconvenientes.” Ele soube amá-la como ela é, em suas contradições, em suas incertezas, em suas dificuldades, e aprová-la por inteiro. Para Montaigne a vida “é um movimento material e corporal, ação imperfeita de sua própria essência, e desregrada; empenho-me em vive-la de acordo com ela.” 
            A vida tem gosto de felicidade afrima Alain.