Vocês já
devem ter percebido que no mês de dezembro nós humanos vivemos de forma intensa,
com muita euforia dá para sentir no ar o misto de alegria, tristeza, pressa,
prazer e desejo. É muito interessante observar que nos dias 25 de dezembro e 1º
de janeiro paira sobre a atmosfera uma sensação de prazer combinado com cansaço
e porque não uma preguiça gostosa de sentir.
Também é possível
notar que no dia 24 de dezembro as crianças estão mais ansiosas afinal é dia de
ganhar presentes, os adultos nem tanto muitas vezes se sentem pressionados
pelas convenções sociais a participarem de jantares e almoços que não lhes dá
prazer, o que na realidade queriam é estar a milhares de quilômetros de
distancia compartilhando o momento com outras pessoas.
Já no dia 31
vemos uma inversão os adultos estão cheios de expectativas em geral estão
compartilhando com pessoas que lhes são caras, e a expectativa do ano novo traz
em si certa dose de medo, incerteza e a consciência de que é preciso ter
coragem para enfrentar o novo e tudo que ele acarreta faz-se necessário vencer
o pessimismo sabendo que as coisas que estão no mundo foram feitas pelo homem e,
portanto, são instáveis, podem mudar e serem refeitas.
Portanto é
verossímil afirmar que no mês de dezembro o homem – unidade pensante e falante
se torna cônscio da manifestação do novo, do inédito e da sua responsabilidade
perante seus atos e que não há justificativa para os seus atos de indiferença, uma
vez que são os atos dos humanos que
constroem e fortalecem a violência ou a não violência é preciso lembrar que o mundo sem violência é
fruto de atos amorosos porque são eles que fazem surgir o amor.