Conta à lenda que a
espécie humana a muitos e muitos anos vivia sobre as árvores, e não se sabe o
que aconteceu que caíram e não conseguiram voltar para as copas, então passaram
a habitar o solo, aprenderam a andar ereto, deixaram de ser exclusivamente herbívoros.
Imagina-se que no início viviam sós, depois foram se agrupando dando origem as
sociedades primitivas.
Inclusive a história
relata a evolução do homem no âmbito social, e demonstra que a espécie humana se
mostra capacitada para mudar a organização do mundo e que existe uma autonomia parcial
no que tange à estética da aparência. O sistema de moda surge quando o gosto
pelo novo se torna um requisito cultural constante e autônomo.
Assim historicamente a
moda pode ser vista como fator gerador do poder social, que seguindo Lipovestky
“antes de ser a desrazão vaidosa a moda é o poder dos homens para mudar e
inventar sua maneira de aparecer; uma das faces do artificialismo moderno; do empreendimento
dos homens para se tornarem senhores de sua condição de existência.” Portanto com
o advento da moda surge a autonomia porque os desejos e a vontade não sofrem a
imposição externa – tudo na aparência está disponível para os homens que estão
livres para modificar ou sofisticar os símbolos da futilidade ou da vaidade.
Em suma a moda está
fundada na solicitação e valorização da individualidade, na
legitimidade da singularidade de cada ser humano. Quanto a autonomia está na prática
das elegâncias que antecede a valorização do individuo; e a liberdade circunscrita
certamente indica a antecipação às declarações de princípios dos direitos humanos.