sexta-feira, 28 de junho de 2013

INVERNO



     Estamos no inverno, estação de dias nublados, chuvosos e frios, contudo são dias que trazem em si uma beleza singular, porque nos convidam a desfrutar do convívio familiar no aconchego do lar, nos mostra que a urgência de viver pode esperar, e nos dá a oportunidade de entendermos e depois compreendermos o que diz Fernando Pessoa “amamos tão somente a ideia que fazemos de alguém. É a um conceito nosso – em suma, é a nós mesmos – que amamos. Isto é verdade em toda escala do amor. No amor sexual buscamos um prazer nosso dado por intermédio de um corpo estranho. No amor diferente do sexual, buscamos um prazer nosso dado por intermédio de uma ideia nossa. [...] No próprio ato em que nos conhecemos, nos desconhecemos.”

            Assim entendo que o inverno pelo menos para mim é o momento de entender e decifrar algumas coisas e principalmente descansar, citando mais uma vez Fernando Pessoa: “o meu cansaço é um barco velho que apodrece na praia deserta”.  

terça-feira, 11 de junho de 2013

ENVELHECER



            Outra tarde li um poema de Cora Coralina intitulado Saber Viver e este poema me fez refletir sobre o envelhecer, sabemos pelos resultados do Censo Demográfico de 2010, que a população de idosos no Brasil está aumentando, vários são os fatores que contribuem para este crescimento. É sabido que a velhice é uma meta que toda espécie humana busca atingir, (só os que morrem cedo estão fora da meta). Ela é um momento da existência que possui forma e valores próprios que vão se firmando ao longo da existência, carrega em si contentamento, deleite, consentimento, aprovação, prazer e não é sinônimo de resignação e sim de completude – relação completa de domínio e satisfação ao mesmo tempo. Assim a velhice deve ser vista como uma meta positiva da vida.

 Saber Viver - Cora Coralina
 Não sei... Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.
            Muitas vezes basta ser:
            Colo que acolhe,
            Braço que envolve,
            Palavra que conforta,
            Silêncio que respeita,
            Alegria que contagia,
            Lágrima que corre,
            Olhar que acaricia,
            Desejo que sacia,
            Amor que promove.
                        E isso não é coisa de outro mundo,
                        É o que dá sentido à vida.
                        É o que faz com que ela
                        Não seja nem curta,
                        Nem longa demais,
                        Mais que seja intensa,
                        Verdadeira, pura... Enquanto durar





terça-feira, 4 de junho de 2013

CADÊ A TRANQUILIDADE



            A semana passada foi atípica pelo menos para mim, presenciei de perto duas violações ao direito de propriedade, a primeira foi na terça feira, 16horas mais ou menos, indivíduos entram num local de trabalho e surpreendem as pessoas que estão trabalhando, querem os equipamentos eletrônicos que são instrumentos de trabalho, não conseguem êxito no roubo, saem correndo, porém voltam na quarta feira por volta da 19 horas e ai sim é feita a festa levam o que podem ninguém está trabalhando nesse horário.
O que vejo nas pessoas que são vitimas de tal agressão é o conformismo, a apatia, uma espécie de aceitação –“pior seria se pior fosse”, tal postura realmente é preocupante, porque a criminalidade está ocupando os espaços que os cidadãos tidos de bem vão deixando; certa feita um grande amigo meu falou algo neste sentido quando comentávamos a questão dos jovens envolvidos com drogas ele me disse: “a droga só ocupa o lugar que os pais deixaram vago”.
 Considerando que este pensamento é válido concluo que se vivemos nesta situação de total intranquilidade é porque somos permissivos, omissos, acomodados não solicitamos a aplicação da lei, muitas vezes deixamos de fazer boletim de ocorrência por achar que não adianta, é mais um registro; contudo se as vitimas fizessem o boletim as autoridades teriam dados concretos para tomar as providencias cabíveis e nós quanto cidadãos estaríamos fazendo a nossa parte, levando ao conhecimento do setor público o que efetivamente está acontecendo.