Nesta tarde típica de outono
nublada e levemente fria fiz uma caminhada e ao mesmo tempo me pus a observar
as pessoas, quer na rua, quer nos estabelecimentos comerciais. As que andavam
pelas calçadas algumas estavam sós outras acompanhadas, o interessante é que
não havia crianças a maioria estava em horário escolar, bom sinal, as pessoas que
estavam desacompanhadas andavam muito rápidas e fiquei sem saber se estavam afobadas ou com frio, contudo na sua maioria traziam nas mãos um pacote ou sacola,
já as que estavam acompanhadas dialogavam sem parar e não portavam pacotes ou
sacolas, isto me levou a crer que estes transeuntes eram trabalhadores que deveriam estar no horário
de almoço ou de descanso.
Então
entrei num estabelecimento comercial e expliquei a atendente o que precisava,
ela foi logo dizendo que naquele estabelecimento eles não faziam tal serviço, entrei
em outro estabelecimento e perguntei ao atendente se eles faziam o que eu necessitava ele respondeu: não costumamos fazer tal serviço, porém vou perguntar se dá fazer,
e para minha surpresa eles fizeram, observei então que o serviço que solicitará
não era tão difícil, exigia somente a quebra da rotina do funcionário, e uma
dose de boa vontade.
Assim retornei para casa com a certeza de que nós
unidades pensantes nos movimentamos no planeta levados pelo automatismo, pela
rotina, repletos de medo do novo, da mudança, da quebra da rotina; a hesitação
se faz presente; me pergunto somos seres reais ou uma sombra? caminhamos ou simples marchamos para frente? conseguimos perceber no vivido o ainda não vivido?