segunda-feira, 27 de maio de 2013

ARENDT UMA PENSADORA ESPECIAL




            Quando cursei Filosofia, no primeiro ano tínhamos que escolher um filósofo (a), para estudar e nos aprofundarmos visando à construção do projeto de monografia que seria apresentado no último ano, assim depois de muito ler as biografias dos diversos filósofos – antigos, escolásticos, modernos e contemporâneos, decidi por uma filosofa contemporânea Hannah Arendt.
            Uma pensadora singular, mulher profundamente reflexiva e reservada, gostava dos temas que versassem sobre as condições humanas básicas para a existência dos homens nos diferentes períodos da história, tentou compreender o século XX com paixão. Os seus temas são um convite à leitura que se transformam numa experiência única; seu estilo de parágrafos longos e justapostos nos conduz ao desejo de entender o evento e posteriormente compreender.
            As suas reflexões são um processo “sem-fim” que remetem a um repensar sobre o homem como “ser do mundo”. Para ela o mundo é a presença tangível e estável das coisas que se mostram como morada não mortal de seres mortais, cuja própria permanência está em contraste com a vida em seus processos naturais de crescimento e declínio.E estar vivo  significa ser possuído por um impulso de auto exposição. 








        
           

















            

segunda-feira, 20 de maio de 2013

A BUSCA DA FELICIDADE






           Da janela vejo o céu cinzento, as árvores contrastam com seu verde que estão passando para o amarelo estamos no outono e a vegetação já dá sinais de desaceleração, as folhas começam a cair, em breve entraremos no inverno e tudo ficará latente na natureza, só nós da espécie humana não acompanhamos o ciclo da natureza, não paramos, não fazemos silêncio, não nos percebemos, e se sabemos é pouca coisa sobre nós mesmos, então somos dominados pela necessidade principalmente a necessidade de ser feliz.
            Mais o que é felicidade? O que é ser feliz?  A filosofia responde de forma clara que a felicidade está no prazer, na satisfação dos desejos, e o que é desejo? Resumidamente desejo é a falta – necessidade, então ser feliz é ter o que se deseja. Entretanto ser feliz não significa um estado harmônico, pelo contrário indica agitação, euforia, porque estamos rompendo com as situações dadas. A felicidade mostra o seu rosto sempre no presente e está carregada de egoísmo, individualidade, e pede muita coragem para romper, se é bom ou ruim não sei dizer, só sei que é assim.
            É por isso que particularmente gosto muito como Espinosa responde a questão de ser feliz: “ora feliz ora infeliz na maioria das vezes no entremeio que separa e une os dois estados”.

           













domingo, 12 de maio de 2013

AMOR É ALEGRIA





Estou relendo o livro de Sponville chamado AMOR, particularmente gosto e muito da abordagem, a sua fundamentação está na filosofia – Platão, Aristóteles, Schopenhauer e Espinosa. Para Spnoville “o amor é uma virtude e não um dever; o dever está do lado da obrigação, da coerção do imperativo com diz Kant – submissão ou obediência; a virtude está mais do lado da potência, da excelência, da afirmação. O limite do dever é uma coerção; da virtude, uma liberdade”.
            O amor neste mundo se expressa de várias formas vamos nos ater em três expressões: Éros o amor dos apaixonados, não é pulsão não é instinto é um sentimento, geralmente passageiro; Philía que significa alegria de amar (também é traduzida como amizade), Aristóteles usava para designar o amor no grupo familiar entre pais e filhos e vice versa. O amor conjugal para Aristóteles é Philía e não Éros, porque a vida cotidiana desgasta a paixão e o amor não é infeliz, “amar é regozijar-se”; Agápe o amor sem limites este tipo de amor aparece no Império Romano para descreve um amor mais singular com tendência para o universal, o amor pregado por Jesus.  
            Sempre lembrando que esta três expressões do amor fazem parte do processo de viver, portanto não devem ser vistos como essências diferentes, e sim como um todo, ou seja, diferentes expressões de amar que se complementam porque  o amor não é infeliz, o amor é sempre alegria.
             

segunda-feira, 6 de maio de 2013

SÓ PARA ENTENDER








              Outro dia entrei na página do IBGE e olhei o resultado do Censo Demográfico 2010, a informação sobre educação – nível de instrução confesso chamou minha atenção fiquei bom tempo olhando o número 81.386.577 de brasileiros (as) como 10 anos ou mais idade em 2010 sem instrução e fundamental incompleto, ou seja, 50,2% da população brasileira.
            Tenho procurado entender sei que parte deste resultado vem de longa data nosso país sempre teve altas taxas de analfabetismo; contudo já faz muito tempo que os municípios são responsáveis pela oferta de vagas para o ensino fundamental, inclusive alguns fornecem material escolar e uniforme – nas regiões frias as crianças recebem também agasalhos e por – quê estamos com 50,2% da população nesta situação?