quarta-feira, 20 de novembro de 2013

DEPENDE DE CADA UM

              Acordar pela manhã e se perceber vivo dá uma sensação muito boa, pensar que na hora do almoço será possível saborear umas folhas de alface verdinhas com talinhos crocantes, deliciosos tomates vermelhos e doces regado  com azeite, vestir a roupa preferida, calçar aquele sapato que se adora, tudo isto é muito bom, portanto dada a estas coisas e outras tantas mais que a vida deve ser entendida como a fonte dos desejos e os prazeres e aflições são o resultado da quantificação e da qualificação da vivência de cada desejo.
              O cotidiano está repleto de situações que de acordo com as expectativas individuais serão classificadas como agradáveis ou não, e Clarice Lispector revela no poema abaixo:    

                      "Não te amo mais
                        Estarei mentindo dizendo que
                        Ainda te quero como sempre quis
                        Tenho certeza que
                        Nada foi em vão
                        Sinto dentro de mim que
                        Você não significa nada
                        Não poderia dizer mais que 
                        Alimento um grande amor
                        Sinto cada vez mais que
                        Já te esqueci!
                        E jamais usarei a frase
                        Eu te amo!
                        Sinto, mas tenho que dizer a verdade
                        É tarde de mais...
                       *Agora leia o poema de baixo para cima."

                 Com efeito, o toque agradável ou desagradável que é dado para as experiências da vida depende exclusivamente do individuo - unidade pensante que é dotado da capacidade de dar qualidade e forma as suas vivências, portanto pode-se afirmar que a vida é singular, particular, única, com cor, cheiro e sabor e que é um privilégio viver.
                       
    

terça-feira, 12 de novembro de 2013

A FRAGILIDADE HUMANA



            Hoje a tarde está muito agradável o sol brilha e o calor se faz ameno, ótimo momento para fazer uma pausa nos afazeres do cotidiano e procurar refletir um pouco sobre o nosso planeta Terra, o quê está acontecendo com a nossa Terra?  Nos últimos tempos temos presenciado uma série de catástrofes causadas pela natureza que chegam a assustar os habitantes do planeta em especial a espécie humana que é a única que possui a capacidade de raciocinar, e sabe muito bem o que significa uma região povoada por humanos ser atingida por um desastre natural.
            Há anos o homem - unidade pensante- busca entender as causas dos fenômenos naturais em especial aqueles que provocam flagelos, no entanto ainda não se tem uma conclusão: ora cogita-se que a ação humana pode ser a grande geradora de tais calamidades, ora arrazoa-se que ação humana pouco ou nada influência, ou ainda que a combinação da ação humana e do humor da natureza são fatores desencadeantes.
                        Diante de tal situação o homem está cônscio que tudo que cria para tornar o planeta habitável, agradável e prazeroso é efêmero, que ele mesmo é passageiro. Assim quando uma região é atingida o homem refreia o medo e com coragem busca alternativas para aliviar a dor e o sofrimento do semelhante atingido, ajudando na reorganização da vida social  sabendo  que os atingidos  correm o risco de não serem mais os mesmos  em razão das súbitas mudanças em suas vidas.






terça-feira, 5 de novembro de 2013

DESCULPA

O ser humano se comunica de uma forma muito instigante ora utiliza a linguagem corporal – a dança, para expressar os sentimentos as emoções e contar histórias de amor ou não;  outras vezes usa a linguagem escrita também com o mesmo intuito; a fala  no entanto é a forma mais espontânea e natural de comunicação. Se a dança transporta o ser humano para as artes e a escrita para a literatura a fala o impele para o movimento da vida.
Assim o vocabulário é parte integrante da linguagem quer escrita ou falada e a nossa língua portuguesa brasileira é riquíssima nestes termos. Contudo no meu entender há palavras que me soam vazias, sem sentido, como, por exemplo, a palavra desculpa sempre que alguém me pede desculpa fico pensando que será que a pessoa quis dizer, se ela me ofendeu ou me magoou não é com um pedido de desculpa que a minha dor será amenizada, se me causou um dano material não é com a tal palavra que vai reparar o meu prejuízo. Portanto percebo  que as pessoas agem sem avaliar as consequências de suas atitudes e depois que percebem o estrago feito pedem desculpa como se a palavra “desculpa” fosse uma borracha que apaga o ato praticado  e o dano causado desaparece como num toque de mágica o que na realidade não acontece, mesmo com o pedido de desculpa a dor permanece e o dano material terá que ser reparado, logo para mim a palavra desculpa é vazia e sem sentido.