terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Final de Ano

            A hora do balanço existencial está chegando, todo final de ano é comum fazermos um balanço do ano que se vai e programamos o ano que está vindo. Entendo a necessidade de tal proceder, visto que, diante da cultura ocidental o tempo é visto de forma linear, ou seja, passado, presente e futuro e com isto ficamos sempre com um pé no passado e o outro no futuro, deixamos, portanto de vivenciar o presente e só tomamos consciência de tal proceder quando o final do ano chega e percebemos que não estivemos presente no presente, e sim perdidos entre o passado e o futuro, este perder-se tem um significado somos vitimas das experiências deixando de ser o ator das vivências diárias isto é: escolher entre este ou aquele agir para seremos apenas o expectador e com este proceder deixamos de assumir as responsabilidades dos atos.
         De maneira que devemos vivenciar o tempo de forma circular – o passado, o presente e o futuro se inter-relacionam e assim agirmos sempre como ator - responsável pelas escolhas diárias, consciente de que o mundo ou se quisermos a sociedade se faz de individuo a individuo. A integração dos indivíduos permite administrar os desafios que possam ocorrer o que significa afirmar que os processos de inovação, descobertas, criação fazem uma constante atualização do mundo ou da sociedade. Assim sendo, a consideração, valorização e a identificação do outro deve promover relações responsáveis permitindo fazer a vida, ou seja, dar sentido e ligar-se ao todo, o que significa ser uma presença no presente.




sexta-feira, 1 de maio de 2015

Que Dia!!!
                


                Dia 29 de abril de 2015, Curitiba amanhece nublada, fria e tudo indica que será mais um dia nas nossas vidas sem grandes novidades. Curitiba é a capital do Estado do Paraná e como sempre acontece há votações na Assembleia Legislativa, só que neste dia será votado um projeto de lei que deverá autorizar o poder executivo estadual fazer alterações no programa de aposentadoria do funcionalismo estadual. Os professores da rede pública não concordam com o projeto de lei que será votado e resolvem acampar na praça em frente a Assembleia Legislativa, para manifestar contra o projeto, e acabam entrando em confronto com a polícia que fazia segurança na Assembleia; resultado muitos manifestantes feridos. 
                Diante dos fatos fico a cismar porque usar tamanha violência contra professores e concluo que  em termos políticos a violência aparece quando o poder está ausente. É sabido que a violência sempre encontra uma justificativa orientada para um determinado fim, entretanto carece de legitimidade.  E que  a agressão é comum num mundo onde não há o suficiente para todos, tornando-se imperativo destruir a liberdade. Liberdade esta que se exercida com consciência do dever e da responsabilidade dará bons frutos e exigirá do Estado uma consciência política que permitirá ao cidadão se expressar se revelar criar o bem comum e uma organização jurídica para assegurar a cidadania. Assim diante do exposto fica patente que a prática politica precisa ser revista.

quarta-feira, 25 de março de 2015

UMA QUESTÃO PARA PENSAR

Na contemporaneidade se faz necessário repensar as questões pertinentes a educação, a cultura e a religião. A história tem mostrado que a educação não é o melhor caminho a ser trilhado para tornar um povo politizado, consciente das questões sociais e ambientais porque a educação nada mais é que a transmissão do conhecimento vinculado ao desenvolvimento tecnológico e científico. Os povos com alto grau de educação tendem a ser mais conscientes, entretanto apresentam dificuldades no tocante a valorizar determinadas situações que escapam do âmbito da ciência e da tecnologia.
Também a história registrou e aponta a cognação entre cultura e religião, apesar de apresentarem conceitos diferentes, cabendo á religião dar um sentido aparente a vida, marcando o limite para a cultura e resguardando a espécie humana da decepção e do tédio. Certamente na atualidade o laicismo se faz presente oferecendo a liberdade como um dos seus aspectos positivos.
                Assim sendo, torna indispensável instar a cultura para compor a grade dos saberes; a cultura está intimamente ligada ao estilo de vida de um povo é algo anterior ao conhecimento; uma das funções da cultura é orientar o conhecimento. A cultura que nos referimos certamente não é a cultura de massa – a indústria da cultura - que tem por meta a diversão e o prazer e sim a cultura que segundo Mario Vargas Ilosa: “Es decir, la cultura son todas las manifestaciones de la vida de uma comunidad: su lengua, sus creencias, sus usos y costumbres, su indumentária, sus técnicas y, en suma, todo lo que en ella se practica, evita, respeta y abomina. Cuando la idea de la cultura torna a ser uma amalgama semejante es inevitatable  que ella pueda illegar a ser entendida, apenas, como uma manera agradable de passar el tiempo.” De maneira que é possível afirmar que a cultura torna crível a prática e o respeito nas questões ambientais, sociais, politicas e religiosas.




terça-feira, 25 de março de 2014

ME PERGUNTO????

             
 Nesta tarde típica de outono nublada e levemente fria fiz uma caminhada e ao mesmo tempo me pus a observar as pessoas, quer na rua, quer nos estabelecimentos comerciais. As que andavam pelas calçadas algumas estavam sós outras acompanhadas, o interessante é que não havia crianças a maioria estava em horário escolar, bom sinal, as pessoas que estavam desacompanhadas andavam muito rápidas e fiquei sem saber se estavam afobadas ou com frio, contudo na sua maioria traziam nas mãos um pacote ou sacola, já as que estavam acompanhadas dialogavam sem parar e não portavam pacotes ou sacolas, isto me levou a crer que estes transeuntes eram  trabalhadores que deveriam estar no horário de almoço ou de descanso.
            Então entrei num estabelecimento comercial e expliquei a atendente o que precisava, ela foi logo dizendo que naquele estabelecimento eles não faziam tal serviço, entrei em outro estabelecimento e perguntei ao atendente se eles faziam o que eu necessitava ele respondeu: não costumamos fazer tal serviço, porém vou perguntar se dá fazer, e para minha surpresa eles fizeram, observei então que o serviço que solicitará não era tão difícil, exigia somente a quebra da rotina do funcionário, e uma dose de boa vontade.
      Assim retornei para casa com a certeza de que nós unidades pensantes nos movimentamos no planeta levados pelo automatismo, pela rotina, repletos de medo do novo, da mudança, da quebra da rotina; a hesitação se faz presente; me pergunto somos seres reais ou uma sombra? caminhamos ou simples marchamos para frente? conseguimos perceber no vivido o  ainda não vivido?


terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

A QUESTÃO DA LIBERDADE



              A liberdade é um tema que me instiga e muito; sempre me surpreendo questionando o que será esta liberdade que todo ser humano almeja e luta para conquistar. Será que ela está ligada a questão do individuo – este ser pensante que se percebe possuidor do conhecimento e utiliza a razão para separar o sonho da realidade? É possível afirmar que a individualidade tem a mesma conotação de homem na sua singularidade?
              É sabido que a singularidade está associada a cada um é pessoal e que os homens são racionais e, portanto, tomam decisões. Então o fato de tomar as decisões significa que há uma liberdade no agir e que quem age está cônscio de si e das responsabilidades dos seus atos.
           Assim a liberdade necessita da vida em sociedade e de suas normas; a liberdade não se resume na capacidade de ir e vir e de realizar os anseios. Para entendermos a questão da liberdade precisamos primeiramente saber o que é ser livre, e para tanto ainda carecemos de conhecimento. 

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

ALTERNATIVA DE PASSEIO

          O verão está presente com dias ensolarados, temperaturas elevadas e chuvas passageiras geralmente ao entardecer; as crianças estão em férias  boa oportunidade para visitar locais em que a curiosidade e a descoberta sejam a mola propulsora do interesse tanto para criança quanto para o adulto. Estou falando de espaços em que o envolvimento é proporcionado pelo viés da criatividade, do traçado, do colorido.
            Certamente falo do Museu – que no meu entender extrapola a função tida como “instituição responsável por coletar, conservar, estudar e expor objetos de valor artístico ou histórico.” Na minha concepção museu também é lugar em que o visitante independente da idade exercita a imaginação pelo contato visual com as telas expostas.
            Também é no museu que se pode encontrar a trajetória artística do artista, que trabalha de maneira espontânea o traço e a cor dando vazão a sua imaginação procurando novos caminhos com curiosidade e capacidade criadora. Assim quando se visita um museu é notável a influência dos desenhos coloridos e espontâneos na rica imaginação dos visitantes.


quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

SÉCULO XXI - INICIANDO A VIVENCIA DO 14º ANO


           Já estamos no final do dia 02/01/2014, começamos a vivenciar o 14º ano do século XXI estou lendo um poema de Fernando Pessoa – Alberto Caeiro intitulado Passar a Limpo a Matéria que cito:

                        Repor no seu lugar as cousas que os homens desarrumaram
                        Por não perceberem para que serviam
                        Endireitar, como uma boa dona de casa da Realidade,
                        As cortinas nas janelas da Sensação,
                        E os capachos às portas da Percepção
                        Varrer os quartos da observação
                        E limpar o pó das ideias simples...
                        Eis a minha vida, verso a verso.
           
            As necessidades surgem e os homens vão se adaptando e modificando o seu pensar visto que são dotados da capacidade de agir, falar e ponderar, o que dá segurança para afirmarmos que o homem está num processo de evolução e aprendizado ou como diz Sartre “o homem se faz continuamente”, assim o homem – unidade pensante e falante quando se mostra modifica alguma coisa no mundo e na própria vida.
         Logo, me pergunto como está o nosso mundo, como estamos resolvendo os nossos problemas pessoais e também os coletivos porque quer queiramos ou não convivemos uns com os outros, constituímos a sociedade; sociedade que solicita a identidade individual que traz em seu bojo a responsabilidade do agir e a coletiva que está intrinsicamente ligada à ação conjunta que dita os movimentos estruturantes da sociedade.