quarta-feira, 25 de março de 2015

UMA QUESTÃO PARA PENSAR

Na contemporaneidade se faz necessário repensar as questões pertinentes a educação, a cultura e a religião. A história tem mostrado que a educação não é o melhor caminho a ser trilhado para tornar um povo politizado, consciente das questões sociais e ambientais porque a educação nada mais é que a transmissão do conhecimento vinculado ao desenvolvimento tecnológico e científico. Os povos com alto grau de educação tendem a ser mais conscientes, entretanto apresentam dificuldades no tocante a valorizar determinadas situações que escapam do âmbito da ciência e da tecnologia.
Também a história registrou e aponta a cognação entre cultura e religião, apesar de apresentarem conceitos diferentes, cabendo á religião dar um sentido aparente a vida, marcando o limite para a cultura e resguardando a espécie humana da decepção e do tédio. Certamente na atualidade o laicismo se faz presente oferecendo a liberdade como um dos seus aspectos positivos.
                Assim sendo, torna indispensável instar a cultura para compor a grade dos saberes; a cultura está intimamente ligada ao estilo de vida de um povo é algo anterior ao conhecimento; uma das funções da cultura é orientar o conhecimento. A cultura que nos referimos certamente não é a cultura de massa – a indústria da cultura - que tem por meta a diversão e o prazer e sim a cultura que segundo Mario Vargas Ilosa: “Es decir, la cultura son todas las manifestaciones de la vida de uma comunidad: su lengua, sus creencias, sus usos y costumbres, su indumentária, sus técnicas y, en suma, todo lo que en ella se practica, evita, respeta y abomina. Cuando la idea de la cultura torna a ser uma amalgama semejante es inevitatable  que ella pueda illegar a ser entendida, apenas, como uma manera agradable de passar el tiempo.” De maneira que é possível afirmar que a cultura torna crível a prática e o respeito nas questões ambientais, sociais, politicas e religiosas.