terça-feira, 30 de julho de 2013

AMOR! ! ! amor? ? ?


           
Sonhamos na adolescência com um amor que seja, grande, eterno, verdadeiro como aqueles que nos contam os contos de fadas. Na juventude continuamos com o sonho que vai ao encontro dos nossos desejos das nossas ilusões, já na idade adulta precisamos entender que esse amor é uma ilusão, e nada melhor que Platão em o Banquete para e explicar que o amor pode ser entendido primeiro como ilusões amorosas conforme o relato poético, cheio de imaginação e muito entusiasmo de Aristófanes - este amor é exclusivo porque esquece, renega os outros; perpétuo porque descarta a experiência do desamor e tal experiência é tão verdadeira, intensa e violenta quanto o amor; a paixão amorosa é a mãe da felicidade (está lá nos contos de fadas); e a fusão  que é o desejo de “se unir com o ser amado e se fundir nele desse modo que sejam um só ser em vez dois”. Assim Aristófanes nos apresenta o amor como gostaríamos que fosse – absoluto, grande, eterno, que nos faz sonhar, entretanto é ilusório porque toda experiência nega a nossa crença – demonstra na verdade que este tipo de amor é a ilusão amorosa.
Já a segunda explicação vem de Sócrates o amor verdadeiro - é aquele com o qual não sonhamos porque está fadado à carência, à incompletude, é difícil exigente nos conduz ao descontentamento. O amor para Sócrates é uma equação (Amor=desejo=falta). Todo amor segundo Sócrates é por alguma coisa que se deseja e que falta.  “O amor ama aquilo que lhe falta e ele não possui” e deseja ‘”aquilo de que não se dispõe e que não está presente." Como poderia desejar o que está presente ou que se tem? “o que não temos o que não somos o que nos falta, são esses os objetos do desejo e do amor”.  Logo o amor Socrático é incompletude, imperfeição, descontentamento e a eterna busca.
Em suma depois de procurar entender a proposta do amor em o Banquete, fico com a certeza que o amor seja ele com “A” ou “a” ele é inerente aos relacionamentos humanos  e estamos sempre buscando  porque  na verdade procuramos a felicidade, só que nesta procura ficamos esperando para viver  ou seja nos preparando para sermos felizes.



quarta-feira, 17 de julho de 2013

EU E A INFORMÁTICA



         Seria hilária se não fosse trágica a minha relação com a informática, começando que sou canhota e os equipamentos são fabricados para destros, imaginem a cena: vou ao caixa eletrônico - primeira operação básica inserir cartão- simples – sim simples para o destro, para mim é muito complicado porque insiro e retiro com a mão esquerda quase sempre dá erro de leitura  preciso inserir mais de uma vez até que ufa! deu certo, agora é só pedir a operação se for pagamento de boleto  o leitor do código de barras está posicionado à direita  - só lembrando sou canhota -  se tudo der certo o código é lido e consigo efetuar o pagamento, contudo se o leitor não reconhecer o código de barras e preciso digitar os números ai!ai!ai! o teclado também não me favorece digito com a mão esquerda e todos os demais comando estão à direita  torço e retorço em frente do caixa eletrônico, deu certo agora é pegar o comprovante – só que pego o comprovante com a mão esquerda e o comprovante é liberado à minha direita. Se tiver que pagar o IPVA ou outro imposto qualquer é melhor chamar um funcionário do banco para ajudar porque corro o risco de ser maltratada por outros clientes.

            Dada a minha dificuldade (que deve ser a mesma para os canhotos) procurei o gerente e questionei sobre a possibilidade de se colocar em algumas agencias caixas que atendam as necessidades do canhoto da mesma forma como existe para os cadeirantes e recebi a “grata” noticia que não existe equipamento para atender as necessidades dos canhotos, somos a minoria da população mundial, isto significa que temos que nos adequar a uma sociedade de maioria destra só lembrando que a questão dos caixas eletrônicos é uma das muitas questões de adaptação que o canhoto enfrenta no cotidiano, contudo estas dificuldades diárias não me tiram a alegria e o prazer de estar neste planeta azul.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

SÓ MAIS UMA TARDE



             O dia estava nublado e frio, eu já estava entendida (15 dias sem sol) então peguei minha bolsa e sai, andei sem rumo certo, observando as pessoas que passavam por mim umas com pressa outras nem tanto, de repente um homem chamou minha atenção, sentado na mureta de um repuxo cheio d’água, estava alcoolizado, pensei se cair dentro d’água vai se machucar entretanto se levantou e tonto pegou duas bolsas e saiu trôpego, de repente uma sacola caiu e junto uma garrafa de bebida alcoólica que se espatifou.
            O que se seguiu foi muito interessante quando ele percebeu que havia quebrado a garrafa ficou andando entorno dos pedaços daquilo que havia sido uma garrafa sem saber o que fazer depois ajoelhou diante dos cacos e ficou vendo o liquido escorrer pela calçada, desolado tive a impressão que aquela garrafa significava toda sua riqueza, todo seu prazer, todo seu desejo e ele precisava de uma grande dose de coragem para aceitar o acontecido – estava sem a sua garrafa preciosa - seu tesouro.

           Passei pelo homem que continuava ajoelhado, andei mais algumas quadras e resolvi voltar para casa, trazendo pão quente para o lanche da tarde sem mais me importar com o acontecido. A minha atitude portanto é tipica dos tempos que vivemos - da indiferença, do tolerar tudo sem se importar com nada.