segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

FINAL DE ANO


  Vocês já devem ter percebido que no mês de dezembro nós humanos vivemos de forma intensa, com muita euforia dá para sentir no ar o misto de alegria, tristeza, pressa, prazer e desejo. É muito interessante observar que nos dias 25 de dezembro e 1º de janeiro paira sobre a atmosfera uma sensação de prazer combinado com cansaço e porque não uma preguiça gostosa de sentir.
Também é possível notar que no dia 24 de dezembro as crianças estão mais ansiosas afinal é dia de ganhar presentes, os adultos nem tanto muitas vezes se sentem pressionados pelas convenções sociais a participarem de jantares e almoços que não lhes dá prazer, o que na realidade queriam é estar a milhares de quilômetros de distancia compartilhando o momento com outras pessoas.
Já no dia 31 vemos uma inversão os adultos estão cheios de expectativas em geral estão compartilhando com pessoas que lhes são caras, e a expectativa do ano novo traz em si certa dose de medo, incerteza e a consciência de que é preciso ter coragem para enfrentar o novo e tudo que ele acarreta faz-se necessário vencer o pessimismo sabendo que as coisas que estão no mundo foram feitas pelo homem e, portanto, são instáveis, podem mudar e serem refeitas.
Portanto é verossímil afirmar que no mês de dezembro o homem – unidade pensante e falante se torna cônscio da manifestação do novo, do inédito e da sua responsabilidade perante seus atos e que não há justificativa para os seus atos de indiferença, uma vez que  são os atos dos humanos que constroem e fortalecem a violência ou a não violência  é preciso lembrar que o mundo sem violência é fruto de atos amorosos porque são eles que fazem surgir o amor.


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