UMA QUESTÃO PARA PENSAR
Na contemporaneidade se faz
necessário repensar as questões pertinentes a educação, a cultura e a religião.
A história tem mostrado que a educação não é o melhor caminho a ser trilhado
para tornar um povo politizado, consciente das questões sociais e ambientais porque
a educação nada mais é que a transmissão do conhecimento vinculado ao
desenvolvimento tecnológico e científico. Os povos com alto grau de educação tendem a
ser mais conscientes, entretanto apresentam dificuldades no tocante a valorizar
determinadas situações que escapam do âmbito da ciência e da tecnologia.
Também a história registrou e aponta
a cognação entre cultura e religião, apesar de apresentarem conceitos
diferentes, cabendo á religião dar um sentido aparente a vida, marcando o
limite para a cultura e resguardando a espécie humana da decepção e do tédio. Certamente
na atualidade o laicismo se faz presente oferecendo a liberdade como um dos
seus aspectos positivos.
Assim sendo, torna indispensável instar a cultura para compor a grade
dos saberes; a cultura está intimamente ligada ao estilo de vida de um povo é
algo anterior ao conhecimento; uma das funções da cultura é orientar o
conhecimento. A cultura que nos referimos certamente não é a cultura de massa –
a indústria da cultura - que tem por meta a diversão e o prazer e sim a cultura
que segundo Mario Vargas Ilosa: “Es
decir, la cultura son todas las manifestaciones de la vida de uma comunidad: su
lengua, sus creencias, sus usos y costumbres, su indumentária, sus técnicas y,
en suma, todo lo que en ella se practica, evita, respeta y abomina. Cuando la
idea de la cultura torna a ser uma amalgama semejante es inevitatable que ella pueda illegar a ser entendida,
apenas, como uma manera agradable de passar el tiempo.” De maneira que é possível
afirmar que a cultura torna crível a prática e o respeito nas questões
ambientais, sociais, politicas e religiosas.
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