Final de Ano
A
hora do balanço existencial está chegando, todo final de ano é comum fazermos
um balanço do ano que se vai e programamos o ano que está vindo. Entendo a
necessidade de tal proceder, visto que, diante da cultura ocidental o tempo é
visto de forma linear, ou seja, passado, presente e futuro e com isto ficamos sempre
com um pé no passado e o outro no futuro, deixamos, portanto de vivenciar o
presente e só tomamos consciência de tal proceder quando o final do ano chega e
percebemos que não estivemos presente no presente, e sim perdidos entre o
passado e o futuro, este perder-se tem um significado somos vitimas das
experiências deixando de ser o ator das vivências diárias isto é: escolher
entre este ou aquele agir para seremos apenas o expectador e com este proceder
deixamos de assumir as responsabilidades dos atos.
De maneira que devemos vivenciar o
tempo de forma circular – o passado, o presente e o futuro se inter-relacionam e
assim agirmos sempre como ator - responsável pelas escolhas diárias, consciente
de que o mundo ou se quisermos a sociedade se faz de individuo a individuo. A
integração dos indivíduos permite administrar os desafios que possam ocorrer o
que significa afirmar que os processos de inovação, descobertas, criação fazem
uma constante atualização do mundo ou da sociedade. Assim sendo, a consideração, valorização e a identificação do outro deve promover relações responsáveis permitindo fazer a vida, ou seja, dar sentido e ligar-se ao todo, o que significa ser uma presença no presente.
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