Quando
cursei Filosofia, no primeiro ano tínhamos que escolher um filósofo (a), para
estudar e nos aprofundarmos visando à construção do projeto de monografia que
seria apresentado no último ano, assim depois de muito ler as biografias dos
diversos filósofos – antigos, escolásticos, modernos e contemporâneos, decidi
por uma filosofa contemporânea Hannah Arendt.
Uma
pensadora singular, mulher profundamente reflexiva e reservada, gostava dos
temas que versassem sobre as condições humanas básicas para a existência dos
homens nos diferentes períodos da história, tentou compreender o século XX com
paixão. Os seus temas são um convite à leitura que se transformam numa
experiência única; seu estilo de parágrafos longos e justapostos nos conduz ao
desejo de entender o evento e posteriormente compreender.
As
suas reflexões são um processo “sem-fim” que remetem a um repensar sobre o
homem como “ser do mundo”. Para ela o mundo é a presença tangível e estável das
coisas que se mostram como morada não mortal de seres mortais, cuja própria
permanência está em contraste com a vida em seus processos naturais de
crescimento e declínio.E estar vivo significa ser possuído por um impulso de auto exposição.
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