Estou relendo o livro de Sponville chamado AMOR, particularmente gosto e
muito da abordagem, a sua fundamentação está na filosofia – Platão, Aristóteles,
Schopenhauer e Espinosa. Para Spnoville “o amor é uma virtude e não um dever; o
dever está do lado da obrigação, da coerção do imperativo com diz Kant –
submissão ou obediência; a virtude está mais do lado da potência, da
excelência, da afirmação. O limite do dever é uma coerção; da virtude, uma
liberdade”.
O amor neste mundo se expressa de
várias formas vamos nos ater em três expressões: Éros o amor dos apaixonados,
não é pulsão não é instinto é um sentimento, geralmente passageiro; Philía que
significa alegria de amar (também é traduzida como amizade), Aristóteles usava
para designar o amor no grupo familiar entre pais e filhos e vice versa. O amor
conjugal para Aristóteles é Philía e não Éros, porque a vida cotidiana desgasta
a paixão e o amor não é infeliz, “amar é regozijar-se”; Agápe o amor sem
limites este tipo de amor aparece no Império Romano para descreve um amor mais
singular com tendência para o universal, o amor pregado por Jesus.
Sempre lembrando que esta três
expressões do amor fazem parte do processo de viver, portanto não devem ser
vistos como essências diferentes, e sim como um todo, ou seja, diferentes
expressões de amar que se complementam porque o amor não é infeliz, o
amor é sempre alegria.
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