A humanidade anda com muita pressa nos últimos anos, aonde quer chegar não
sei, só sei que de quando em quando a natureza presenteia com dias chuvosos ou
nublados para forçar a redução do ritmo, e até que funcionam as pessoas ficam
mais cautelosas quando chove e os dias nublados são um convite para re-pensar o
mundo, a dor, o luto, o amor e a solidão, a vida como um todo.
Mas também sob estas condições climáticas a angustia mostra a sua face, dada
a dificuldade do homem em aceitar a falta que conduz a frustração, tornando a espécie
humana infeliz por achar que o acontecimento ou experiência vivida não é justo.
Contudo estar no mundo não significa ser infeliz pelo contrário é sob o império
do efêmero - da não permanência que a autonomia diz sim e os valores são cunhados.
Segundo Char “a lucidez é a ferida mais próxima do sol” o real é
sempre real às vezes há possibilidade de modifica-lo, certamente revoga-lo não.
De fato o planeta é colossal, esplêndido, já a vida se mostra prudente e ao
mesmo tempo delicada, singela e para ser vivida exige muito esforço, citando
Sponville “a vida é uma vitória que perdura [...] viver é perder, já que não se
pode possuir nem guardar – e que é vencer, já que viver basta." Resumindo a vida é simples assim - inquietação, desconforto e medo gerando acesso para o real e a possibilidade de tudo.
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