segunda-feira, 2 de setembro de 2013

O REAL



            Não é de hoje que a espécie humana dotada da razão busca entender a condição humana diante da fragilidade do mundo. A existência é singular, apenas num tempo, num lugar, individual cujo sabor é único, não se repete em outra parte nem em outro tempo. Graças ao privilégio da consciência a espécie humana é cônscia de sua morte e de tudo aquilo que a cerca, com efeito, o nascimento e a morte são respectivamente a porta de entrada e de saída do mundo e esta percepção garante a realidade.       
Assim o ser humano está inserido num mundo em que prefere o princípio do prazer ao da realidade, e o desejo é visto como a projeção do indivíduo em qualquer outro lugar, ou seja, ele sai do ciclo do real. E a relação do desejo com o real se reduz a uma tolerância pueril vassala da ignorância mutua– o desejo livre de toda realidade e vice-versa, dessa forma o desejo se mostra pouco real e o real se apresenta pouco desejável. Indubitavelmente o desejo se opõe a alegria que se basta com a plenitude do real sem se afastar dele podendo a inquietante presença do real gerar o medo, porque o real é o que é.
Portanto se o real é o que é e a alegria é prazer  então nada mais radioso que existir, pois o presente é o único tempo disponível e real. Desse modo a felicidade acontece sempre no presente - aqui e agora - necessitando tão somente do lugar e do tempo, logo, a experiência de vida feliz se confunde com a experiência do presente porque o ser humano habita o hoje - presente  e os momentos encontram-se no agora.


Nenhum comentário:

Postar um comentário