Não é de hoje que a espécie humana
dotada da razão busca entender a condição humana diante da fragilidade do
mundo. A existência é singular, apenas num tempo, num lugar, individual cujo
sabor é único, não se repete em outra parte nem em outro tempo. Graças ao
privilégio da consciência a espécie humana é cônscia de sua morte e de tudo
aquilo que a cerca, com efeito, o nascimento e a morte são respectivamente a
porta de entrada e de saída do mundo e esta percepção garante a realidade.
Assim o ser humano está inserido num mundo em que prefere o princípio do
prazer ao da realidade, e o desejo é visto como a projeção do indivíduo em
qualquer outro lugar, ou seja, ele sai do ciclo do real. E a relação do desejo
com o real se reduz a uma tolerância pueril vassala da ignorância mutua– o desejo
livre de toda realidade e vice-versa, dessa forma o desejo se mostra pouco real
e o real se apresenta pouco desejável. Indubitavelmente
o desejo se opõe a alegria que se basta com a plenitude do real sem se afastar
dele podendo a inquietante presença do real gerar o medo, porque o real é o que
é.
Portanto se o real é o que é e a alegria é prazer então nada mais radioso que existir, pois o presente é o único tempo disponível e real. Desse modo a felicidade acontece sempre no presente - aqui e agora - necessitando tão somente do lugar e do tempo, logo, a experiência de vida feliz se confunde com a experiência do presente porque o ser humano habita o hoje - presente e os momentos encontram-se no agora.
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