Pensar a condição humana é
pensar o homem como sujeito, que precisa preservar o mundo que é o seu abrigo,
porque só a espécie humana deve criar preservar e pertencer a um mundo
artificial para existir como homem; aquele que está aberto e se realiza no
outro, que tem consciência da falta de alguma coisa.
Assim o mundo só é mundo
porque os homens necessitam da presença um dos outros, e tal presença conduz as
questões: o que somos agora? Qual a
nossa identidade? Qual a dimensão da nossa fragilidade? O mundo comum está
relacionado com aqueles que vivem conosco?
E aqueles que já morreram? E os que virão depois de nós? Com efeito,
para responder tais quesitos é preciso primeiramente criar mecanismos para
evitar a perda da confiança dos homens no mundo como lugar adequado para o
surgimento das grandezas humanas.
Ora se é premente manter a
confiança dos homens no mundo também se torna urgente deixar claro que nada
neste mundo é seguro, tudo é possível, o erro é avalizado, que é verossímil ver,
dizer e pensar o que não é e que cada um tem sua própria forma de apreender as
mudanças é imperativo a coragem e o controle de si mesmo. Pois tudo acontece no aqui, no agora no hoje, cheio de segredos, inconstante e certo
ao mesmo tempo.
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