Imaginemos alguém
caminhando sozinho numa rua deserta a noite, pouco importa se a noite está
chuvosa, fria, quente e enluarada porque basta ser noite e estar sozinho para o
medo se apresentar - o medo de que haja alguém – malfeitor - ou que não exista
ninguém somente a escuridão, ou talvez fantasmas. Ei! Fantasmas existem? Pouco
importa se existam ou não o que interessa é que são temidos. O medo gera um
real aceitável visto que as fantasias fazem parte do mundo.
De modo que o ser humano
está sufocado pelo medo, que habita entre a angústia de viver e a fatível
morte. Então é verossímil afirmar – a angústia é um sentimento conatural. Cabe à
angústia marcar a fraqueza do ser humano e pontuar: o que seria do homem, da
arte e do pensamento sem ela; que a angústia é espontânea; que existir representa nascer, morrer com a
possibilidade de padecer. Fica patente que o ser humano está sujeito a todos os
riscos e medos, que é tímido no mundo e mortal na vida.
Assim
a angústia repousa em perigos imaginários – sem objeto real, sem saída para o
provável, contudo, necessário. O medo desempenha uma função vital, presume-se
um perigo real e determinado - medo do escuro, do nada, de tudo entre
outros. Portanto se a angústia põe em xeque o necessário caminhando junto com a
esperança o medo é vital supõe um risco real, indubitavelmente o primeiro
sentimento após o nascimento.
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