sexta-feira, 18 de outubro de 2013

MEDO E ANGÚSTIA



         

            Imaginemos alguém caminhando sozinho numa rua deserta a noite, pouco importa se a noite está chuvosa, fria, quente e enluarada porque basta ser noite e estar sozinho para o medo se apresentar - o medo de que haja alguém – malfeitor - ou que não exista ninguém somente a escuridão, ou talvez fantasmas. Ei! Fantasmas existem? Pouco importa se existam ou não o que interessa é que são temidos. O medo gera um real aceitável visto que as fantasias fazem parte do mundo.
            De modo que o ser humano está sufocado pelo medo, que habita entre a angústia de viver e a fatível morte. Então é verossímil afirmar – a angústia é um sentimento conatural. Cabe à angústia marcar a fraqueza do ser humano e pontuar: o que seria do homem, da arte e do pensamento sem ela; que a angústia é espontânea; que existir representa nascer, morrer com a possibilidade de padecer. Fica patente que o ser humano está sujeito a todos os riscos e medos, que é tímido no mundo e mortal na vida.
            Assim a angústia repousa em perigos imaginários – sem objeto real, sem saída para o provável, contudo, necessário. O medo desempenha uma função vital, presume-se um perigo real e determinado - medo do escuro, do nada, de tudo entre outros. Portanto se a angústia põe em xeque o necessário caminhando junto com a esperança o medo é vital supõe um risco real, indubitavelmente o primeiro sentimento após o nascimento.

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