Desde que o mundo é mundo o homem se vê às voltas com a
traição e para entender o ato de trair e suas consequências se faz necessário
em primeiro lugar saber que a palavra traição deriva “do latim tradito, traditionis, significa ato ou efeito de
trair, de ser infiel, felonia, desleal, ato criminoso de natureza política,
contra a segurança do Estado,” segundo Larousse. Assim pode-se
afirmar que a princípio existe traição: na esfera pública e na esfera privada.
De maneira que a história registrou inúmeros casos de
traição para a tomada do poder deste ou daquele rei, imperador e também de guerreiros.
O ato da traição que marcou a história da humanidade de maneira indelével foi aquele praticado contra Jesus. A traição também está presente na vida dos artistas e das pessoas
comuns, contudo no campo das artes a traição é tida como uma mola propulsora da
criação, da inovação das coisas.
Certamente a traição traz
em si a ausência da honestidade, da sinceridade e é premeditada. A grande
questão não é a traição, mas porque as pessoas traem, será que desejam sem conhecer e tomam o desejo pessoal por um conhecimento? Será que constatando que a vida não corresponde a realização daquilo que se deseja enterram-se vivos no ato de desamor que é a traição? Em síntese o que se sabe é que toda traição gera decepção depois de realizada e o gosto amargo da decepção nada cura senão o desespero - sabor acre e salutar.
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